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Como pintar um casco?

Técnicas de pintura de capacetes: particularidades e dicas

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Artista : @treiz_original

A prática da pintura com pistola e a arte da personalização de veículos e objetos é um campo fascinante: pintar um capacete de moto é uma dessas possibilidades e queremos explorá-la convosco, apresentando aqui as principais especificidades das técnicas aplicadas à pintura de cascos.

Em resumo, eis todas as etapas para pintar um capacete. Apresentamos, ponto por ponto, no artigo abaixo, todos os detalhes e dicas para conseguir uma pintura personalizada num capacete de moto. Este artigo não substitui a prática, mas será de grande ajuda.

Etapa 1 ► A máscara e a proteção

Etapa 2 ► Lixagem e retirada de adesivos

Etapa 3 ► Aplicação de um primário de enchimento ou de um primário, secagem e, em seguida, lixagem

Etapa 4 ► A aplicação de tintas e decorações

Etapa 5 ► Máscaras e stencils

Etapa 6 ► A vernizagem

Tem dúvidas sobre o tipo de tinta compatível com capacetes de moto? Respondemos a essa pergunta em pormenor no último parágrafo. Em resumo, todas as tintas à base de solvente ou «aquosas» que oferecemos são adequadas para a personalização de cascos.

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Como pintar um casco? Os 3 passos preliminares

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Ferramentas para personalizar um casco:

É possível criar decorações, logótipos e faixas coloridas com um aerógrafo equipado com o bico mais largo possível. No entanto, é difícil realizar todo o trabalho de decoração de um capacete com um aerógrafo: as camadas de base são demasiado espessas e o acabamento com verniz deve ser feito com uma pistola para que fique bem feito. O verniz deve ser aplicado com espessura suficiente para ficar brilhante e um aerógrafo não projeta material suficiente.
Recomendamos, portanto, que utilize uma pistola, por exemplo, uma mini-pistola, para a totalidade ou parte do trabalho de decoração do capacete.

Materiais de carroçaria para decorar um casco
fitas adesivas e adesivos em papel, ou película adesiva transparente
o bisturi e a fita adesiva
♦ les feuilles abrasives et les éponges abrasives

Etapa 1 ► A máscara e a proteção

Os diversos trabalhos de lixagem e pintura podem sujar e manchar todas as partes em tecido e espuma, bem como as partes em borracha. Antes de pintar um capacete, é necessário proteger todas as áreas que não devem ser atingidas pela tinta, utilizando fitas de máscara.

Em vez de utilizar o clássico papel adesivo amarelo, recomendamos a aplicação de fitas adesivas flexíveis em PVC, que permitem acompanhar todos os relevos e curvas do capacete com maior facilidade e uma precisão muito elevada. Além disso, estas fitas são particularmente fáceis de remover e são muito resistentes. Colocam-se os adesivos de papel sobre estas fitas e recortam-se os excessos com o bisturi.

♣ Este trabalho de aplicação de adesivo e de proteção poderá ter de ser repetido, uma vez que não é certo que estas proteções resistam à aplicação de várias camadas de tinta num capacete, bem como às fases de lixagem com água.

♣ Não é aconselhável manter a mesma fita de proteção durante todo o trabalho de pintura. Com efeito, serão aplicadas várias camadas ao longo de vários dias. As camadas de tinta irão endurecer sobre a fita e será impossível retirá-la sem arrancar a tinta em pedaços. Por isso, é preferível trocar a fita de proteção após cerca de 3 camadas de tinta.

Etapa 2 ► Lixagem e retirada de adesivos

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Antes de pintar o capacete, o lixamento é uma etapa essencial que tem duas funções fundamentais: aperfeiçoar a superfície e garantir a aderência.

O lixamento deve ser feito apenas com grãos entre P320 e P500, nunca com grãos mais finos (para não criar riscos) e nunca com grãos mais grossos (para garantir a aderência).

Quando se fala em lixar, é importante compreender que se trata de um lixamento superficial e, em caso algum, de um decapamento até ao plástico.

Os adesivos encontram-se nos capacetes; mais concretamente, estão alojados sob o verniz. É absolutamente necessário removê-los lixando o verniz e, em seguida, utilizando uma pistola de ar quente, o que facilitará a sua remoção com a ponta de um bisturi.

O lixamento com lixa de grão 320 permitirá nivelar as diferenças de altura tanto quanto possível.

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Etapa 3 ► A aplicação do primário, a secagem e, em seguida, o lixamento do casco.

A utilização de um primário permite criar as condições ideais da superfície antes de iniciar o trabalho de pintura. O primário é um produto espesso e fácil de lixar, que cria uma camada suficientemente espessa para preencher e nivelar todos os pequenos defeitos da superfície.
É claro que este produto não se destina a permanecer na totalidade do capacete. Recomenda-se reduzir ao máximo a sua espessura durante o lixamento.

O lixamento de um capacete, que é uma superfície esférica, não se faz com uma lixadeira, nem com uma lixa. É um trabalho que se faz à mão. Recomendamos sempre que se opte pelo lixamento com água em vez do lixamento a seco, de modo a limitar o aquecimento, o pó que se espalha e o entupimento prematuro das folhas abrasivas.

Assim que o lixamento estiver concluído, é necessário enxaguar a superfície, limpá-la e, em seguida, secá-la. Com a mão, pode-se passar os dedos pela superfície para sentir se ainda existem imperfeições.

Recomenda-se aplicar uma cor de fundo neutra e homogénea, antes de iniciar a decoração com cores diversas e variadas.

Os decores e a pintura personalizada nos cascos

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A superfície a pintar de um capacete é inferior a 0,3 m². Isto permite concentrar o máximo de detalhes e trabalho nessa pequena superfície. A arte da pintura de capacetes é uma especialidade que alguns pintores especializados na personalização de capacetes de motocicleta se dedicaram a dominar. Os clientes são profissionais do motociclismo ou simples particulares. Os desenhos são frequentemente de grande complexidade e variedade, tanto no que diz respeito às técnicas utilizadas, como ao tipo de cores, efeitos especiais e pigmentos.

Etapa 4 ► A aplicação de tintas e decorações

As tintas utilizadas são essencialmente do tipo «dupla camada», também conhecidas como «bases mate». Trata-se de tintas monocomponentes, muito fáceis de utilizar, que secam e endurecem por evaporação.

Os decorados sofisticados dos capacetes de motocicleta são obtidos através da sucessão de várias camadas de cores e pigmentos. Cada fase de pintura deve estar completamente seca e lixada antes de se poder proceder à aplicação dos adesivos.

O lixamento permite a coesão entre as camadas. Não deve ser nem demasiado grosso nem demasiado fino. Deve ser feito essencialmente com grão P500. Se o lixamento não for bem feito, os fenómenos de descolamento aquando da retirada dos adesivos e dos estênceis são inevitáveis.

♣ É importante referir que o lixamento de certos tipos de tinta, como as tintas transparentes, as tintas perolizadas e metalizadas ou as tintas camaleónicas, só deve ser feito com esponjas abrasivas, para não as danificar.

Etapa 5 ► Máscaras e stencils

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Trata-se de uma arte que dá asas à criatividade e à engenhosidade. Cada decoração é possível graças a uma técnica de máscaras com adesivos, muitas vezes entrecruzados, meticulosamente concebidos e preparados antes da sua aplicação. A aplicação dos diferentes adesivos, tais como faixas adesivas, fitas de papel e películas adesivas transparentes, é feita com precisão cirúrgica e cortada com um bisturi.

Os motivos podem ser desenhados à mão nas películas adesivas transparentes ou recortados com impressoras de corte chamadas «plotter».

Também é possível aplicar autocolantes com logótipos recém-saídos da gráfica, e existem até linhas de autocolantes metalizados e holográficos.

É comum ver especialidades e produtos raros, como certas purpurinas arco-íris ou folhas de ouro, a serem incorporados na composição artística que é a pintura personalizada.

Etapa 6 ► A vernizagem

O envernizamento é a etapa imprescindível que constitui a «cereja no topo do bolo», a conclusão de todo o trabalho realizado no capacete. O verniz confere brilho (ou, em alternativa, um efeito mate) e permite selar e proteger o capacete e as pinturas contra a chuva, a abrasão e o sol.
É claro que utilizamos um verniz de qualidade, um verniz de dois componentes, semelhante ao que é habitualmente utilizado nas carroçarias de motos e automóveis.

O envernizamento é feito em duas camadas. Permite assim proteger eficazmente todas as camadas de tinta e também nivelar os desníveis e as «escalas» geradas pelos decorações e pelos autocolantes.

Que tintas são compatíveis com um casco de motocicleta?

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Existe uma crença generalizada de que certas tintas não são compatíveis com capacetes, enquanto outras seriam compatíveis com capacetes.

Para esclarecer esta questão, todas as tintas profissionais para carroçaria e todas as tintas para aerógrafo são compatíveis com capacetes.

Em caso de acidente com um motociclista, os serviços de emergência têm instruções para realizar radiografias à vítima sem lhe retirar o capacete. As tintas antigas que continham chumbo podiam bloquear os raios X. As tintas modernas já não contêm chumbo. Quanto às tintas metalizadas à base de alumínio, são tão finas que é improvável que possam bloquear os raios X. As tintas peroladas e as outras cores não constituem qualquer obstáculo à radiografia.

No que diz respeito à garantia, é evidente que, uma vez que o capacete tenha sido «modificado» na sequência de uma personalização, o fabricante do capacete pode facilmente recusar qualquer responsabilidade e a prestação da garantia. É claro que nenhuma tinta fragiliza um capacete.



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